"A visão do governo sobre a economia poderia ser resumida em umas poucas frases curtas: Se ela se movimenta, taxe. Se ela continua se movimentando, regule. E se ela para de se mover, subsidie".
A afirmação é de Ronald Reagan, ex-presidente dos EUA, e se enquadra atualmente através de sua condição, ao passo que as medidas recentes tomadas pelo Estado no combate à crise de liquidez e suas decorrências na economia real caracterizam-se como um subsídio.
Em meio a esse cenário, a InfoMoney promoveu avaliação em que avalia qual intervenção pública surtiria mais efeito no combate à deterioração do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, através da seguinte pergunta: "Qual medida do governo teria mais peso para evitar uma forte desaceleração da economia brasileira?".
De cada dez investidores, seis acreditam que uma redução tributária pelo Estado seria o movimento mais eficiente a ser tomado. Já para cerca de 16% dos 3812 respondentes da enquete, um novo afrouxamento monetário é a medida prioritária para a prevenção do recuo no crescimento econômico.
Arrecadação dobra em duas décadas
"Todo imposto é ruim. Por isso chama-se imposto, senão se chamaria voluntário", observou Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil, remetendo à aversão tributária. Conforme estimativas do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), a arrecadação fiscal representou, durante o ano passado, cerca de 36,6% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro - proporção recorde em toda história.
Ao olhar para trás, a rejeição dos consumidores aos impostos faz sentido. Enquanto o PIB brasileiro cresceu aproximadamente 7,58 vezes desde 1986, o montante da carga tributária avançou nada menos que 13,05 vezes, explicitando o porquê de mais de um terço da soma de todos os bens e serviços finais produzidos no Brasil ter como destinatários os cofres públicos.
Das famílias ou do Estado?
A despeito do anseio dos investidores, cabe ressaltar que a probabilidade de alívio tributário nos próximos meses pelo Planalto encontra-se cada vez menor, dada a pressão sobre o orçamento público provocada pelo recente aporte de R$ 100 bilhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Partindo do pressuposto de que Brasília objetiva recuperar-se da crise através de estímulos à demanda agregada (consumo e investimento), caberá ao Estado decidir por qual variável tal intenção se concretizará.
Infomoney
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