Nos últimos doze pregões, a verdade se tornou patente, já que tanto o Ibovespa como as duas blue chips se encontram dentro de um amplo canal de congestão, traçado por suportes e resistências horizontais e pelas extremidades das Bandas de Bollinger.
Desde então os ativos vêm acumulando um sinal muitas vezes negligenciado, mas que resguarda um poder muito grande na análise técnica, já que uma fase de acumulação precede uma alta importante, caso o rompimento para cima da congestão, ou uma baixa consistente, com a perda do suporte da faixa de acumulação.
Ibovespa
Em um canal de congestão mais amplo entre 42.300 pontos e 29.400 pontos, mas ainda em tendência de alta, o Ibovespa precisa ultrapassar a resistência da congestão para engatar um movimento sólido de alta, como indicam os analistas da Doji Star Four Gráficos.
Porém, antes de alcançar a barreira dos 42.000 pontos, o índice precisa ultrapassar os 40.000 pontos e 40.500 pontos, conforme avalia Eduardo Collor, analista técnico da Ativa Corretora, para realmente ganhar força.
Do outro lado, se perder o suporte localizado em 37.800 pontos, os analistas da Doji preveem queda para o curto prazo, com principal objetivo em 36.300 pontos, onde a perda deste patamar indica a reversão para tendência de baixa.
Petrobras
Seguindo o exemplo do índice, os papéis preferenciais (PETR4) da estatal se encontram em congestão, com resistência e suporte na casa dos R$ 25,00 e R$ 22,50, respectivamente.
Rompendo a resistência, a ação volta formar um pivô de alta, com próximo objetivo em R$ 25,90, segundo os analistas da Doji. Acima deste patamar, a equipe da Focques Analistas Técnicos projetam resistências em R$ 28,20, R$ 30,15 e R$ 31,15.
Contudo, se os papéis perderem o suporte da congestão, os próximos suportes intermediários serão R$ 21,10, R$ 20,30, R$ 19,14 e R$ 18,26.
Vale
Negociando dentro de um canal de alta, os papéis preferenciais classe A (VALE5) da mineradora fecharam a última sessão com um forte movimento de alta, se aproximando da principal resistência, em R$ 28,70.
As Bandas de Bollinger projetando-se para um movimento de alta deflagra a manutenção da tendência principal, com próximo objetivo em R$ 29,40, segundo o analista da Ativa Corretora. Acima desta região, a equipe da Focques prevê o teste dos R$ 31,38 e R$ 32,40.
O suporte decisivo para continuação da tendência de alta localiza-se na casa dos R$ 27,20, afirmam os analistas da Doji, que uma vez ultrapassado reverte a tendência para baixa. A partir daí, os próximos suportes de curto prazo são R$ 26,00, R$ 25,80 e R$ 25,00.
Rafael de Souza Ribeiro - InfoMoney
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